sexta-feira, 20 de novembro de 2009

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Uma garota abana um pedaço de papel em direção a nuca, realmente a sensação de calor é incomoda. Logo a frente vejo outra garota, conheço ela de longas datas mas, so hoje percebi o quanto ela é bonita. Regata branca, cabelo preto ondulado aos ombros se debruça, uma beleza típica dos filmes de Almodovar. Mais a frente outra amiga, também de regata branca (já falei q ta muito quente hoje?), porém, cabelo loiro e curto, mais curto e um corte diferente, levemente diferente a da ultima vez q a vi, ficou encantadora... mas a beleza dela eu sempre notei, é uma beleza facilmente notável. Ao meu lado outra garota, esta sim uma beleza particular, pele levemente morena, cabelo preto formando um bico nas costas, vestido claro com listas verticais azul desbotado e com leve enrugar no tecido, sandalha rasteirinha. Dentro de uma sala várias mulheres cada uma beleza, outras mais belas e encantadoras....
Entretanto, tantas belezas, tantos olhares, tantos estilos... uns mais encantadores que o outro. Porém, mesmo com os olhos fixos a cada movimento delas não seria capaz de descrever tão bem... a beleza do girassol numa manha de céu azul ate mesmo de olhos fechados descreveria cada curva, cada movimento em contemplação ao sol.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

da janela...




é um penar ter perdido as palavras que escrevi a uns dias atrás. um penar mesmo.
No entanto tive uma satisfação em um por do sol, no badalar do despertador, mesmo com sono me levantei, coloquei a água pra ferver, o pó no coador, uma fatia de pão e outra de queijo e sobre o prato coloquei... sentei em torno da mesa e minutos sonolentos aguardei ate o instante mágico da ebulição. Passei o café e antes mesmo de terminar peguei minha xícara preferida e um pouco tomei. 
Após este instante sagrado de prazer e contemplação do café da manha, voltei para o quarto, abrir a janela... e qdo tenho a surpresa... a vista mudou, cadê a mangueira que aqui estava? Nunca pensei q a poda de uma arvore podia me fazer tão feliz... q vista linda... do alto da minha casa posso ver toda Mariana, e a visão maravilhosa da praça... toda só pra mim... e la no horizonte minha velha e linda Minas Gerais e suas montanhas...
Eu realmente amo d+ este estado... 
Ate agora fico a contemplar a beleza da visão desta janela, pra melhorar esta noite é estrelada...
Acho q vou dormir de janelas abertas...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

à tardinha II

E no fim da tarde um chuva, chuvinha, daquelas só pra dar brilhos as flores. e ele chega em casa, meio molhado,meio seco mãos pra trás e sorriso no rosto, anda na direção dela, abraça, e por trás da nuca sua mão surte aos olhos dela, uma linda flor... flor com um ar de roubada de algum belo jardim. suas pétalas umedecidas, pequenas gosta a brilhas. e teus olhos assim se fez água. chovendo dentro do lar, chuva de felicidade, de encanto, chuva q antecede o arco íris.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Avaliação

O quadro esta vazio, mesmo com a distância e o reflexo distorcido que a velha televisão no fundo da sala me proporciona, posso ver toda uma classe, sentada, quieta, cabeças baixas... Ora um suspiro mais forte, tiques mais fortes, pés batendo ao chão, mãos inquietas, síndrome do cabelo... Tudo isso vejo na perspectiva frontal desta enorme sala. No reflexo apenas o comportamento, não consigo distinguir os homens das mulheres, tudo é muito igual... parecem carteiras, meramente cadeiras, sem vida, sem tiques, ausente de ansiedades e aflições... pouco à pouco saem um por um... eu também gostaria de ir... falta poucos instantes para o término, no fundo uma garota (linda, só pra deixar ilustrado) faz uma cara tipo: "é ta bom..." guarda as coisas, avisa a amiga, levanta e me entrega a avaliação, seu xampoo provavelmente era de chocolate...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Girassol


Na mesa, um desenho de arranjo de flores, talvez algumas margaridas... Acho tão bonito aquele amarelo em meio às bordas brancas, tão delicadas esta planta. O amarelo sempre me fascinou, apesar de falar das margaridas a planta que mais gosto é o girassol. Logo pela manhã já tão elegante, encantador, tão imponente...
Todo o amarelo colossal de tua coroa torna magno teu negro rosto (às vezes verde ou amarelo). É uma pena não ter o ar romântico merecido. Há coisa mais bela que um amante idolatrar seu amor nos primeiros raios do dia?!?!?!?!? Todas as manhas... E quando sua amante não se faz presente na manha, ele se faz triste, curvado, deprimido....

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

cansaço

ontem conversei com minha mãe ao telefone. Segundo ela eu estava com uma voz triste... e com a tentativa ilusória de talvez enganar minha mãe, lancei a velha e conhecida justificativa... estou apenas cansado mesmo.
em seguida peguei me perguntando... pq justificar este estado emocional numa manifestação majoritariamente física? por que ocultar nossa tristeza? será que realmente estou triste? talvez esteja apenas cansado mesmo...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

[a]distraido II

Neste ousado exercício de tentar escrever coisas, em alguns momentos eu retorno a textos de autores como Clarice Lispector, ou, as letras de músicas... Mas é imprescindível esta atitude, como negar palavras que tanto identificam com aquele instante... E como fui injusto, bobo, tolo, impaciente ao acreditar que o mundo fosse tão cruel comigo... Tanto aguardei uma resposta imediata que ela só me veio qdo não mais a esperava, qdo finalmente estive distraído. Lá de longe escutei, era o toque do meu celular e como um garota preste a receber o primeiro beijo, minhas pernas tremeram, mas não o suficiente para impedir de ao encontro encaminhar. E mesmo com todos os semáforos aberto, o tempo parecia não passar... E apesar do vento cortar o rosto a 60 km, mas parecia engatinhar pelo caminho. Agora o encontro era inevitável, toda a expectativa em fim frente a frente. Sorrisos tímidos, olhares desviados e breves diálogos. E a cada passo, novas palavras, risos... e aos poucos a vergonha ficará apenas nas pegadas... Horas e horas da mais inocente conversa. E nos breves momentos de coragem em aos olhos direcionar ao dela, um brilho... e não eram as luzes a criá-lo, era algo mais, eu e talvez nem mesmo palavras podem explicar... A lua ao céu ainda se fazia presente, mas não era ela a dama daquela noite, mesmo com todo seu encanto se fez notável. O brilho e o encanto dos olhos azuis me tomarão pelas mãos e dançamos. Dancei pela noite... Em uma sincronia dançamos, mãos, pé, corpo e lábios num só movimento, em um único propósito.

E neste instante pude entender o que é estar distraído.